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Doenças ocupacionais: o que são e como evitá-las

Doença ocupacional e doença do trabalho são temas que merecem uma vasta discussão.

Entre 2012 e 2020 foram registrados 5,6 milhões de acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais no Brasil. Além disso, só em 2020, o número de afastamentos por auxílio-doença aumentou 30% em comparação ao ano anterior, chegando a quase 290 mil casos.

Esses dados preocupantes são do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho e se referem a trabalhadoras e trabalhadores que, de alguma forma, tiveram suas vidas interferidas por doenças ocupacionais ou acidentes. 

Mas você sabe o que caracteriza uma doença ocupacional? Entende o que precisa ser feito do ponto de vista de saúde ocupacional para evitar que essas doenças ocorram?

Esse é o tema deste texto, que pretende abordar com detalhes o que define uma doença ocupacional e quais são as obrigações que as empresas precisam tomar com seus colaboradores para evitá-las. 

Boa leitura! 

O que é doença ocupacional?

Doença ocupacional ou profissional é toda alteração nociva que ocorre na saúde e que é decorrente do exercício de uma atividade profissional. Toda doença ocupacional possui nexo causal, ou seja, a causa da doença está relacionada diretamente às atividades do trabalho ou ao ambiente em que elas são feitas.

Essas doenças podem ocorrer por esforço, por repetição e por exposições prolongadas a agentes capazes de causar danos à audição, visão, respiração ou até à saúde mental. 

Geralmente, as doenças ocupacionais geram incapacidade a longo prazo, e, por conta disso, o colaborador pode recorrer à aposentadoria por invalidez. Nesse sentido, o Perfil Profissiográfico Previdenciário é um documento importante para dar entrada no benefício.

Embora não sejam exatamente a mesma coisa, a saúde ocupacional e segurança do trabalho são temas de extrema importância para qualquer empresa, e por isso devem caminhar juntos. 

Doença ocupacional e CLT

O zelo com a saúde dos profissionais é destacado na Consolidação das Leis do Trabalho. De acordo com o Art. 157, cabe às empresas:

I – cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho;                 

II – instruir os empregados, através de ordens de serviço, quanto às precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais.

Para complementar a CLT em relação às demandas de saúde e segurança do trabalho, foram criadas as normas regulamentadoras, que são documentos de valor legal. 

Investir em saúde ocupacional evita doenças

Especificamente sobre saúde ocupacional, a NR-7 define diretrizes que as empresas precisam seguir por meio do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. Esse programa recomenda a realização de exames ocupacionais para o acompanhamento da saúde de todos os colaboradores. 

O PCMSO bem realizado deve eliminar a possibilidade do colaborador desenvolver doenças ocupacionais, e por isso pode trazer ações preventivas, como: 

– Melhoria dos processos de gestão dos programas de SST; 

– Diminuição da periodicidade de exames; 

– Reeducação do trabalhador; 

– Utilização de mídias e recursos visuais. 

Exemplos de doenças ocupacionais 

Saber quais são as doenças mais comuns é uma maneira de fazer o que for preciso para evitá-las. Algumas das doenças ocupacionais recorrentes são:

Lesão por esforço repetitivo (LER) – afetam as articulações por conta de esforços repetitivos ou má postura durante o trabalho. Por essa razão, é necessário uma boa utilização dos EPIs e boas condições de ergonomia.

Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) – com causas parecidas com as da LER, os DORT são frequentes em profissionais que trabalham com computadores, linhas de produção ou operação de equipamentos pesados.  Dores localizadas e cansaço excessivo são dois dos sintomas. 

Surdez ou Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) – essa doença ocupacional decorre da exposição a índices elevados de barulho. Trabalhos subterrâneos e telemarketing também podem provocar algum tipo de dano auditivo –  nas NRs, existem recomendações específicas para esses tipos de trabalho. 

Transtornos psicossociais – segundo o TST, em 2020, o número de pedidos de auxílio-doença por depressão e ansiedade foi de 285,2mil, o que representa um aumento de quase 35% em relação a 2019. Um dos fatores que podem influenciar no agravamento desses transtornos é o assédio no trabalho.

Problemas de visão a redução da acuidade visual, ou mesmo a perda completa, pode ocorrer em trabalhos que exponham o colaborador a corpúsculos estranhos, como pedacinhos de vidro, plástico ou mesmo ebulição de líquidos que agridam a lubrificação natural dos olhos. O contato excessivo com telas de computador também pode ser um fator para problemas de visão. 

Problemas respiratórios – asma ocupacional, antracose pulmonar e contaminações por vias aéreas são exemplos de problemas respiratórios que podem ser desencadeados pelo trabalho. Além de um PGR bem elaborado, o uso de EPIs é fundamental para prevenir que esses problemas ocorram. 

Doença ocupacional e doença do trabalho

Por mais que pareçam a mesma coisa, essas duas expressões possuem diferenças sutis. Enquanto doenças ocupacionais têm relação direta com a atividade exercida, as doenças do trabalho podem surgir de outras formas, pelas condições do ambiente de trabalho, por exemplo. O Ministério da Saúde possui uma extensa Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT)

Por exemplo: um escritório climatizado a uma temperatura muito baixa pode contribuir para uma inflamação nas vias respiratórias de uma pessoa sem que isso tenha relação direta com a atividade que ela exerce. 

É importante saber que tanto doenças ocupacionais quanto doenças do trabalho podem gerar afastamentos. Para o RH, isso significa um impacto direto na gestão de afastados

O que diz a lei da previdência social?

A lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social não considera como doença ocupacional ou do trabalho:

  • doenças degenerativas
  • doenças inerentes a grupo etário
  • doenças que não produzam incapacidade laborativa 
  • doenças endêmicas que não têm relação com trabalho

A mesma lei define que o colaborador acometido por doença ocupacional ou de trabalho pode gozar dos direitos de:

  • Aposentadoria por invalidez
  • Auxílio doença
  • Despesas médicas custeadas pela empresa, desde que se comprove a relação com o trabalho. 

É válido pontuar também que em casos de acidente de trabalho ou trajeto, a empresa deve realizar a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) imediatamente. Caso isso não ocorra, o colaborador poderá emitir a CAT por conta própria, além de tomar as medidas judiciais cabíveis em relação à empresa. 

Para evitar doenças ocupacionais, conte com a Salú!

Elaborar um bom PCMSO e manter os exames ocupacionais em dia são caminhos corretos para evitar doenças ocupacionais. Para essas duas coisas – e para muito mais – você pode contar com a Salú!

A Salú é a melhor parceira do RH para assuntos relacionados à saúde e segurança do trabalho. Nossos especialistas em SST ajudam a sua empresa a elaborar e manter em dia todos os programas obrigatórios pelas normas regulamentadoras. 

Para dar agilidade no dia a dia, contamos com uma rede de clínicas credenciadas para a realização de todos os tipos de exames ocupacionais: admissional, periódico, demissional, retorno ao trabalho e complementar.

Além disso, com o sistema Salú, os dados de saúde dos colaboradores se transformam em insights que te ajudam a direcionar de forma estratégica ações e benefícios de saúde.

Quer ter uma empresa mais saudável? Marque um bate-papo com a gente e vamos entender o que podemos construir juntos! 💜

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Ergonomia: o que diz a norma regulamentadora? 

É de senso comum que as condições de trabalho não devem causar danos de nenhuma natureza aos trabalhadores. 

Nesse aspecto, a ergonomia é uma responsabilidade que todas as empresas devem assumir com seus colaboradores. Mas você sabe o que define isso do ponto de vista legal?

A resposta está nas normas regulamentadoras. As NRs são textos que complementam a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ao todo, são 38, e a NR-17 trata exclusivamente das condições ergonômicas ideais para o trabalho.

Neste texto, abordaremos os principais pontos da NR-17, mostrando tudo o que a empresa precisa fazer para estar em dia com a legislação. No fim, explicamos também como a Salú pode te ajudar nisso! 

O que diz a NR-17? 

A NR-17 define diretrizes para a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos colaboradores, de modo a proporcionar conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente no trabalho.

De acordo com o texto, a organização deve realizar a avaliação ergonômica preliminar das situações de trabalho para identificar as necessidades de adaptação. Todo o custo envolvido na adaptação de postos de trabalho deve ser subsidiado pela empresa. 

O que é AET? 

A Análise Ergonômica do Trabalho – AET – é feita em casos em que a avaliação ergonômica preliminar não é suficiente, de forma que a empresa precisa de uma investigação mais profunda para intervir fazendo as adequações necessárias.

A AET deve ser feita quando:

  • Forem identificadas inadequações ou insuficiência das ações adotadas; 
  • For sugerida pelo acompanhamento de saúde dos trabalhadores, nos termos do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO
  • For indicada causa relacionada às condições de trabalho na análise de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, nos termos do Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR

Um ponto de destaque: tanto na avaliação preliminar quanto na AET, os colaboradores precisam ser ouvidos. Por conta da vivência no trabalho, os colaboradores podem indicar possíveis riscos e impactos que as atividades exercidas podem trazer à saúde e à segurança. 

Apesar de ser uma norma autônoma, a NR-17 está diretamente associada ao PGR. O texto diz que os resultados da avaliação preliminar, a revisão e as recomendações do AET devem fazer parte do inventário de riscos. (Saiba mais sobre o que constitui o PGR).

Todas as empresas devem emitir AET?

Não! As Microempresas e Empresas de Pequeno Porte enquadradas como graus de risco 1 e 2, além do Microempreendedor Individual (MEI) não são obrigadas a elaborar a AET. 

No entanto, elas não estão isentas de garantir a adequação dos postos de trabalho às condições que sejam confortáveis para os colaboradores e não prejudiciais do ponto de vista de saúde e segurança. 

Quem realiza a avaliação preliminar ou AET?

A NR-17 não é específica sobre os profissionais indicados para fazer essas avaliações, apenas indica que é um dever da organização. Entretanto, como qualquer outro assunto que diz respeito à saúde ocupacional e segurança do trabalho, o ideal é que profissionais de SST – como o dico e o engenheiro do trabalho – estejam à frente desses processos.  

No caso das condições ergonômicas, a equipe também pode contar com fisioteraéutas, enfermeiros e  educadores físicos. 

O que é laudo ergonômico?

O laudo ergonômico é um documento menos abrangente que o AET. Ele deve ser emitido sempre que houver solicitação judicial. 

Geralmente, olaudo está atrelado a situações trabalhistas, como doenças ou acidentes de trabalho. Nesse sentido, o laudo ergonômico pode ser solicitado para averiguar se há nexo causal.

  1. Laudo Ergonômico do Posto de Trabalho
  2. Laudo Ergonômico Funcional
  3. Laudo Ergonômico do Objeto

Quais as condições ideais de ergonomia?

Logicamente, as condições variam de acordo com a função. Mas uma coisa que nunca muda é a obrigação da empresa de adaptar o que for preciso para que os colaboradores realizem suas atividades de forma segura, evitando esforços contínuos e repetitivos prejudiciais à saúde e à segurança. 

De acordo com a NR-17, os colaboradores NÃO PODEM realizar atividades nas seguintes condições:

  1. posturas extremas ou nocivas do tronco, do pescoço, da cabeça, dos membros superiores e/ou dos membros inferiores; 
  2. movimentos bruscos de impacto dos membros superiores; 
  3. uso excessivo de força muscular; 
  4. frequência de movimentos dos membros superiores ou inferiores que possam comprometer a segurança e a saúde do trabalhador; 
  5. exposição a vibrações
  6. exigência cognitiva que possa comprometer a segurança e saúde do trabalhador. 

Pausas são obrigatórias!

Isso mesmo, as pausas estão previstas na NR-17. Não é raro que as pessoas se sintam constrangidas de sair de seu posto de trabalho para circular ou mesmo para fazer a famosa ‘’pausa do cafezinho”. 

No entanto, é importante explicitar que a NR-17 prevê pausas obrigatórias para que os colaboradores possam se recuperar do exercício laboral.  O direito às pausas é válido para todos os tipos de trabalho. 

Além disso, as pausas devem ser usufruídas fora dos postos de trabalho, ou seja, não conta como pausa o tempo que o colaborador fica em frente ao computador no escritório, por exemplo. 

Vale mencionar que a vigilância excessiva por parte de superiores, assim como a insinuação ou efetivo impedimento das pausas, pode configurar um tipo de assédio moral, conforme explicamos neste outro texto

Mobiliário dos postos de trabalho

Todas as especificações de ergonomia, inclusive as recomendações de mobiliário indicados para cada área ou grupo homogêneo, devem derivar da avaliação preliminar. 

Como regra geral, a NR-17 define que o conjunto do mobiliário do posto de trabalho precisa ter regulagens para que seja possível adaptá-lo às características de cada pessoa. 

Por exemplo: cadeira com regulagem de altura, suporte para elevação de notebook, etc.

Além disso, sempre que o trabalho puder ser executado alternando a posição de pé com a posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para favorecer essa alternância. 

Por exemplo: pessoas que trabalham na recepção de prédios. 

Boa postura, visualização e operação

Essas três condições são fundamentais para trabalhos manuais, como os que acontecem em escritórios e coworkings. Para esses casos, a NR exige que: 

  • A mobília permita a movimentação do corpo e ocasione amplitudes articulares excessivas ou posturas nocivas de trabalho;
  • A altura e características das superfícies (como mesa) adequadas à altura dos olhos;
  • Área de trabalho dentro da zona de alcance manual e de fácil visualização pelo trabalhador;
  • Para trabalho sentado e em pé, espaço suficiente para as pernas na base do plano de trabalho;
  • Apoio para pés quando o colaborador não puder manter a base dos pés apoiadas no piso, por conta da função.

Recomendações para algumas empresas

Levantamento, transporte e descarga individual de cargas

É vedado o levantamento não eventual de cargas que possa comprometer a segurança e a saúde do trabalhador quando a distância de alcance horizontal for superior a 60 cm(sessenta centímetros) em relação ao corpo.

Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas por um trabalhador cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua segurança

Trabalho com máquinas, equipamentos e ferramentas manuais

A realização de trabalho com máquinas e equipamentos deve atender aos requisitos do capítulo 7 da NR-17 e às diretrizes da Norma Regulamentadora nº 12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos.

Check-out (operadores de caixa de supermercado) 

Observar o Anexo I – Trabalho dos operadores de check-out, que engloba organizações que desenvolvam atividade comercial utilizando sistema de autosserviço e check-out, como supermercados, hipermercados e comércio atacadista.

Teleatendimento/Telemarketing

Observar o Anexo II – Trabalho em teleatendimento/telemarketing, que estabelece os requisitos para o trabalho em atividades de teleatendimento/telemarketing nas diversas modalidades desse serviço.

E como a Salú me ajuda? 

A Salú é a melhor parceira das empresas para assuntos de saúde corporativa e segurança do trabalho. Nós podemos te ajudar com AET, laudo ergonômico e outras necessidades de SST.

Além dos especialistas em SST, que cuidam de todos os programas obrigatórios,  o acompanhamento das necessidades acontece de forma contínua com o time de concierge.

Dessa forma, tanto a empresa quanto os colaboradores são assistidos e, sempre que houver a necessidade de marcar um exame, por exemplo, ou checar a rede de clínicas credenciadas, o time pode ajudar!

Além disso, com a inteligência de dados do Sistema Salú, é possível checar quais doenças ou interesses de saúde são mais recorrentes na população organizacional e, assim, focar em programas de saúde específicos que contemplem essas necessidades. 

E isso é só o básico! Tem muito mais por aqui. 

Marque um bate-papo com a gente para saber mais!

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Saiba o que é Grupo Homogêneo de Exposição(GHE)

Os riscos ocupacionais podem variar de função para função, mas algumas atividades apresentam riscos semelhantes. As pessoas que realizam atividades com graus de risco semelhantes constituem um Grupo Homogêneo de Exposição (GHE).

As normas regulamentadoras determinam que empresas de todo tipo devem elaborar programas com o objetivo de garantir a saúde e segurança dos colaboradores no ambiente de trabalho. 

Um desses programas é o PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos. Como o nome indica, o PGR deve identificar riscos ocupacionais e propor medidas para prevenir que as pessoas sejam afetadas.

Explicaremos mais sobre o assunto neste texto.

O que é GHE?

O Grupo Homogêneo de Exposição (GHE) também referido como Grupo de Exposição Similar (GES) ou Grupo Homogêneo de Risco (GHR), é uma terminologia usada para identificar um conjunto de profissionais que desempenham atividades com riscos ocupacionais equiparáveis. 

O texto da NR-22 diz que:

“Grupo Homogêneo de Exposição corresponde a um grupo de trabalhadores, que experimentam exposição semelhante, de forma que o resultado fornecido pela avaliação da exposição de qualquer trabalhador do grupo seja representativo da exposição do restante dos trabalhadores do mesmo grupo.”

Essa classificação pode ser usada em diferentes tipos de operações, como em atividades insalubres (NR-15) e perigosas (NR-16), atividades de mineração (NR-22) ou em casos de exposição a agentes físicos, químicos e biológicos (NR-9).

O GHE, portanto, pode ser composto por pessoas de diferentes níveis, áreas e cargos, desde que esses colaboradores estejam expostos às mesmas condições ambientais e riscos de trabalho. 

Uma boa maneira de ilustrar o GHE é imaginar os colaboradores de um coworking que dividem a mesma mesa, por exemplo. Nesse caso, o GHE pode ser formado por estagiários, analistas ou líderes que possuem, todos, um mesmo quadro de segurança em relação ao escritório onde trabalham.

Por que o GHE é importante?

A resposta simples é que o GHE ajuda no cumprimento das normas regulamentadoras, principalmente no gerenciamento de riscos ocupacionais (GRO)

A NR-1 determina uma série de diretrizes para o gerenciamento de riscos ocupacionais, entre elas, a elaboração do PGR – já explicamos detalhadamente como isso funciona neste outro texto. 

A critério da organização, o PGR pode ser implementado por unidade operacional, setor ou atividade, desde que estes cumpram as exigências previstas nas NRs e em dispositivos legais de segurança e saúde no trabalho. Dessa forma, a empresa pode constituir um programa de gerenciamento de riscos para um GHE.

Todo PGR deve identificar os perigos, possíveis lesões ou agravos à saúde, avaliar o nível dos riscos ocupacionais, implementar medidas de prevenção e acompanhar o controle dos riscos ocupacionais.

Outros pontos importantes para se ter em mente é que a empresa precisa consultar os trabalhadores quanto à percepção de riscos ocupacionais, ou seja, os colaboradores podem contribuir para a identificação dos riscos que estão presentes no ambiente onde trabalham.

O mapeamento também pode contar com a colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio – CIPA. Por fim, o grupo homogêneo de exposição deve ter entendimento claro sobre os riscos consolidados no inventário de riscos e as medidas de prevenção do plano de ação.

Como se cria um GHE?

Para constituir um GHE, é fundamental que a empresa analise as pessoas que farão parte do grupo em situações normais de trabalho para reconhecer se elas estão, de fato, expostas aos mesmos tipos de riscos ocupacionais.  

A organização deve selecionar as ferramentas e técnicas de avaliação de riscos que sejam adequadas ao risco ou circunstância em avaliação. Isso pode variar de acordo com a atividade principal da empresa, por exemplo: a avaliação de riscos para funcionários de uma mineradora certamente não será a mesma que a utilizada em uma agência de publicidade. 

Por esse motivo, além da observação especializada na identificação de riscos, é importante que a empresa consulte os colaboradores sobre a percepção que têm sobre as ameaças e possíveis representantes de perigo com os quais lidam no dia a dia. 

Como registrar um GHE? 

Não é necessário um registro formal do GHE em uma instância do governo. O que acontece é a definição de grupos homogêneos de exposição na criação de  programas como o PGR, mencionado anteriormente. 

Além disso, a  periodicidade de alguns exames ocupacionais também pode ser influenciada de acordo com as características do GHE. Esses exames são obrigatórios pelo Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, o PCMSO

O GHE são considerados em documentos importantes de saúde e segurança do trabalho, principalmente no envio dos eventos de SST do eSocial, que é obrigatório para todas as empresas desde janeiro de 2023.

Minha empresa pode ter um GHE?

Depende. O critério básico para a constituição de um GHE é a exposição de colaboradores aos mesmos riscos ocupacionais.

Pode ser que parte do quadro de funcionários da sua empresa seja caracterizada como GHE. Em alguns casos, todos os funcionários podem formar um só grupo. Tudo depende das atividades exercidas, do espaço físico de trabalho e de outros fatores condicionantes.

Para garantir que um GHE seja constituído de maneira correta, é fundamental contar com profissionais de SST, como o engenheiro de segurança e o médico do trabalho, na avaliação dos riscos à segurança e à saúde ocupacional.

A Salú pode ser sua parceira nisso!

Com especialistas em SST prontos para atender empresas de diferentes segmentos, a Salú pode te ajudar a cuidar de todos os processos e obrigações legais de saúde e segurança do trabalho, inclusive na elaboração dos programas que consideram um GHE.

Mas a parceria vai além da elaboração dos programas. Com o time de concierge, a Salú garante um acompanhamento contínuo para ajudar com novas questões que surjam ao longo do tempo. 

Quer saber mais sobre GHE ou outros assuntos em que a Salú pode ajudar?

Marque um bate-papo com a gente!

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Enquadramento de PCDs: tudo o que o RH precisa saber

Para que uma empresa possa existir, ela precisa se adequar a uma série de diretrizes legais que são estabelecidas pelo governo. 

Um exemplo disso são as normas regulamentadoras, que definem parâmetros para a manutenção da saúde e da segurança das pessoas no exercício das atividades e no próprio ambiente de trabalho.

Em relação às pessoas com deficiência (PCDs) e reabilitadas, existem alguns processos aos quais a empresa deve se atentar para garantir sua regularidade.

Neste texto, explicamos os principais pontos do enquadramento de pessoas com deficiência (PCDs) e reabilitadas nas empresas, com base nos documentos legais.

PCDs nas empresas

Publicada em 1991, a  Lei de Cotas (8.213/91) é o principal documento legal pela inclusão de pessoas com deficiência nas empresas . Ela assegura uma série de direitos para PCDs e pessoas reabilitadas, além de determinar a proporção de cargos que devem ser preenchidos na empresa por colaboradores nessas condições.

I – até 200 empregados……………………………………………………………………………….2%;

II – de 201 a 500…………………………………………………………………………………………3%;

III – de 501 a 1.000……………………………………………………………………………………..4%;

IV – de 1.001 em diante. ……………………………………………………………………………..5%.

Em 2015, foi instituída a Lei 13146, o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Esse texto amplia as noções de inclusão social e cidadania para todas as instâncias da vida. O capítulo VI do documento traz disposições sobre o trabalho que reforçam o conteúdo da Lei de Cotas, destacando os deveres das empresas em relação a esse público. 

O que é enquadramento de PCDs? 

Enquadramento de PCDs é o procedimento feito para que uma pessoa seja considerada como parte do quadro de colaboradores com deficiência de uma empresa. 

Conforme exposto acima, para viabilizar a inclusão social, uma empresa precisa contratar uma quantidade mínima de pessoas com deficiência ou reabilitadas para compor seu quadro de colaboradores. Essa é uma obrigatoriedade legal definida pela Lei de 8.213, de 1991. 

Nesse sentido, o enquadramento abrange uma série de procedimentos e avaliações clínicas que devem ser cumpridos pela empresa para determinar se uma pessoa  atende ou não aos critérios da Lei de Cotas. 

Como é feito o enquadramento de PCDs?

O enquadramento não precisa, necessariamente, ser feito na admissão. Ele pode acontecer em qualquer momento da vida do colaborador na empresa, desde que sejam seguidos alguns protocolos.

No entanto, é importante frisar que é necessário que haja concordância do colaborador em ser considerado para a cota da Lei 8213/91, já que, muitas vezes, as empresas procuram pessoas que já faziam parte do seu efetivo, mas que não foram contratadas considerando sua deficiência. Essas pessoas podem não concordar em fazer parte da cota. 

Primeira etapa: laudo do médico especialista 

Antes de tudo, para que uma pessoa possa integrar o quadro de colaboradores com deficiência, é necessário que ela tenha um laudo médico, emitido por um especialista, que indique a natureza da deficiência com que convive.

Cada deficiência – seja física, mental ou psicossocial – exigirá a realização de exames clínicos específicos, com o intuito de verificar os impedimentos que podem interferir na vida da pessoa com deficiência no trabalho e fora dele.

Vale ressaltar que o laudo de deficiência não é emitido pelo médico do trabalho, mas pelo médico especialista. Nesse sentido, pessoas que se candidatam a vagas exclusivas para PCD devem possuir o laudo médico no ato da admissão. 

Avaliação de enquadramento 

Além do laudo emitido pelo especialista, para que uma pessoa seja enquadrada como PCD, é necessário que aconteça uma avaliação de enquadramento. Quem realiza a avaliação de enquadramento é o médico do trabalho

Ao fim dessa avaliação, o médico do trabalho precisa preencher um laudo caracterizador, com o objetivo de verificar se há ou não coerência no enquadramento da pessoa no quadro de PCDs da empresa.

Laudo caracterizador

O Ministério do Trabalho e Previdência (MTE) define que o laudo caracterizador deve contemplar alguns itens mínimos, por exemplo: cabeçalho, origem da deficiência, descrição e código da deficiência, descrição das limitações funcionais além de outros critérios técnicos que são levados em consideração pelo médico avaliador.

Manual de Caracterização de Deficiências

Para fazer o preenchimento do laudo, o médico do trabalho deve se orientar por um outro documento oficial: o Manual de Caracterização das Deficiências. 

Esse modelo está alinhado à Convenção da ONU sobre os direitos das Pessoas com Deficiência e foi adaptado para contemplar critérios biopsicossociais de caracterização, tendo em vista que ‘deficiência’ é um reflexo da sociedade e do ambiente, não uma alteração no corpo.

Qual é o prazo para o enquadramento de PCDs? 

O enquadramento pode ser feito no ato da admissão ou em qualquer momento da vida do colaborador, desde que haja concordância por parte da pessoa. 

Caso o candidato declare a condição de PCD no momento da admissão, a avaliação de enquadramento pode coincidir com o exame admissional. 

No entanto, se o colaborador já é efetivo da empresa e deseja ser enquadrado como PCD, ele precisa ter o laudo do especialista e passar por todas as etapas seguintes de enquadramento.

SESMT e enquadramento de PCDs

Conforme explicamos neste texto, o SESMT é uma área especializada em segurança e medicina do trabalho que deve existir em algumas empresas, segundo critérios da NR-4. 

Entre os profissionais do SESMT, pode haver um médico do trabalho. Nesses casos, é permitido que o médico do trabalho do SESMT realize a avaliação do enquadramento de PCDs, mas o laudo que define a deficiência da pessoa deve ser emitido por um médico especialista.

Por exemplo: uma pessoa com limitações na acuidade visual precisa ter um laudo emitido pelo oftalmologista, que é o médico especialista para condições de saúde do olho. 

Qual é o papel do RH na avaliação de enquadramento?

O RH é responsável por toda a gestão de pessoas dentro de uma empresa, desde o processo seletivo até o desligamento, e de eventuais afastamentos por motivo de saúde. 

Em relação ao enquadramento de PCDs, o RH tem um papel muito importante na orientação das pessoas durante todo o processo, para garantir que seja feito com lisura e em conformidade com a legislação. 

 Algumas das responsabilidades do RH são:

  • Recrutamento e seleção
  • Solicitação do laudo do médico especialista para enquadramento de PCD
  • Encaminhamento para a avaliação de enquadramento
  • Registro da pessoa com deficiência na folha de pagamento

Como é a avaliação de enquadramento pela Salú?

Como parceira de saúde e segurança do trabalho, a Salú participa de todo o processo de enquadramento de PCDs. 

Com a rede de clínicas parceiras credenciadas, a avaliação de enquadramento pode ser agendada a qualquer momento da vida do colaborador pelo sistema da Salú.

Além disso, o Time de Concierge assume a mediação do contato entre os colaboradores e clínicas, controlando o processo de maneira humanizada. 

Quer entender como a Salú pode ajudar a sua empresa? Marque um bate-papo.

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23 coisas que o RH precisa saber para 2023

Com 2023 cada dia mais perto, a Salú listou 23 assuntos que precisam estar no horizonte de gestores de recursos humanos no próximo ano.

Os rituais fazem parte da nossa vida. Nesse sentido, é muito comum que, no fim de ano, as pessoas criem listas com planos, desejos e assuntos a serem acompanhados no ano que se aproxima. 

Independente do tamanho da empresa ou do ramo do negócio, essa lista elenca responsabilidades que são estruturais para a regularidade das atividades no ciclo que se inicia e, acima de tudo, para garantir a segurança e saúde de todas as pessoas no trabalho. 

Despertou sua curiosidade? Então acompanhe este post até o final para saber os assuntos que precisam estar no seu radar!

1. eSocial obrigatório

Não teria como começar essa lista de outra forma. O eSocial é o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas. Ele foi criado para unificar o envio das informações trabalhistas e previdenciárias da empresa para o governo. 

O sistema começou a ser implantado em 2018 de maneira segmentada, com um grupo por fase. No entanto, a partir de janeiro de 2023, seu uso será obrigatório para todos os tipos de empresas.

Neste outro texto sobre eSocial apresentamos mais informações sobre o eSocial e como a Salú pode ser uma grande parceira do RH na adaptação da empresa ao sistema. 

2. Eventos de SST

No eSocial, as categorias de envio das informações são chamadas ‘Eventos’. Entre eles, estão os três eventos de saúde e segurança do trabalhos:

  • S-2210 – Comunicação de Acidente de Trabalho
  • S-2220 – Monitoramento da Saúde do Trabalhador
  • S-2240 – Condições Ambientais do Trabalho – Agentes Nocivos

Cada evento possui um prazo diferente para ser preenchido e enviado. Vale ressaltar que o envio das informações de SST sempre foram obrigatórias, mesmo antes do eSocial. 

Caso a empresa deixe de cumprir essa determinação, as multas podem chegar próximo dos 200 mil reais, dependendo da irregularidade.

A novidade boa é que a Salú pode cuidar de 100% das demandas de SST da sua empresa no eSocial. Quer saber como? Marque um bate-papo com a gente e descubra!

3. Terceirização de profissionais do SESMT

O Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho é uma área que precisa estar presente em algumas empresas. 

A estruturação do SESMT é estipulada na quarta norma regulamentadora, a NR-4. Em 12 de novembro de 2022, algumas mudanças entraram em vigência, devido à publicação da  PORTARIA MTP Nº 2.318, DE 3 DE AGOSTO DE 2022

Com a alteração do texto, entrou em vigor a possibilidade de ter profissionais terceirizados para o SESMT. Antes da publicação da portaria, a NR-4 determinava que esses profissionais deveriam, obrigatoriamente, ser contratados pela CLT. Isso não é mais uma exigência. 

Temos um texto de SESMT com as atualizações da NR-4 aqui no blog, acesse e conheça a fundo as diretrizes para estruturar um bom SESMT em 2023.

4. Revisão do PCMSO

O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional foi estabelecido pela Norma Regulamentadora nº 7. Seu principal objetivo é preservar a saúde dos colaboradores em relação aos riscos ocupacionais.

O PCMSO é obrigatório para as empresas e precisa ser revisto anualmente, ou sempre que houver alguma alteração necessária, na norma ou na empresa. 

A Salú ajuda o RH com a revisão e/ou criação do programa, garantindo a conformidade com as diretrizes da NR-7. Marque um bate-papo para saber como podemos ajudar no seu caso.

5. GRO

O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais é um processo administrativo de gestão, e não um documento. Ele não é a mesma coisa que o PGR, mas os dois se complementam. 

O GRO deve ser constantemente adaptado para se adequar tanto às mudanças que ocorrem no ambiente da empresa quanto às novas exigências da norma. 

Neste texto de GRO, explicamos com detalhes o que envolve a elaboração do GRO. Para adiantar: o PGR é um dos principais pontos do GRO, falaremos dele a seguir. 

6. Revisão do PGR

O Programa de Gerenciamento de Riscos tem como finalidade identificar perigos, riscos ocupacionais e propor medidas para prevenir que eles afetem a saúde e integridade dos colaboradores dentro da empresa. 

A validade do PGR é de, no máximo, dois anos. Esse é um parâmetro definido pelo governo por meio da NR-1, mas, na prática, esse programa deve acompanhar as mudanças que ocorrem no ambiente de trabalho – inclusive quando houver uma reconfiguração no leiaute ou alteração nos procedimentos de realização das atividades.

O time de segurança do trabalho da Salú pode ajudar com a revisão e implantação do PGR. Ter profissionais especializados à frente do programa é uma garantia de que o PGR da sua empresa será elaborado da melhor maneira. 

Agende um bate-papo e saiba como a Salú pode ser uma parceira da sua empresa.

7. CIPA

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes é definida pela NR-5. Toda empresa, independente do número de colaboradores, precisa formar uma CIPA ou, minimamente, ter um representante que se encarregue de exercer as atividades de prevenção de acidentes.

Toda CIPA tem um calendário de atividades com as quais precisa estar em dia. Nesse aspecto, a Salú entra para somar como uma parceira estratégica e  dar novos contornos à atuação da comissão na empresa.  

8. SIPAT

A Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho – SIPAT – é uma das atribuições previstas pela NR-5. Ou seja, anualmente, a CIPA precisa promover a SIPAT em parceria com o SESMT, quando essa área existir na empresa. 

O RH também pode agregar na programação da SIPAT com insights sobre a saúde dos colaboradores. Dessa forma, é possível propor palestras, treinamentos e oficinas mais direcionados que de fato cumpram o objetivo de garantir a prevenção de acidentes.

A SIPAT também é uma oportunidade para discutir como aspectos do trabalho podem interferir negativamente na saúde e delinear caminhos para uma convivência e rotina mais saudáveis. 

9. Normas regulamentadoras (NRs)

Este é o nono item da lista e as normas regulamentadoras já foram mencionadas várias vezes até aqui. Isso demonstra o quão importante elas são e merecem receber atenção especial. 

As NRs são diretrizes que complementam a CLT e precisam ser cumpridas por empresas e colaboradores. No total, são 37 NRs. 

Neste texto de Norma Regulamentadoras, explicamos tudo sobre as NRs e como a Salú ajuda a sua empresa a ficar em dia com as obrigações legais definidas por elas. 

10. Exames ocupacionais

Os exames ocupacionais são exames médicos clínicos que têm relação com o trabalho. Eles estão previstos na NR-7, do PCMSO. No total, a norma prevê cinco exames obrigatórios, e cada um deles deve ser realizado dentro do prazo estabelecido.

Os exames são uma maneira de promover e garantir a saúde das pessoas nas empresas. Nesse outro post de exames ocupacionais, explicamos os prazos em que cada exame deve ser feito e como a Salú administra a realização deles para as empresas. 

11. Exames periódicos

Sim, os exames periódicos são um tipo de exame ocupacional, mas eles merecem um destaque especial. Isso porque é muito comum que os colaboradores não se engajem na realização desse tipo de exame.

A não realização dos exames periódicos acarreta danos à empresa e aos colaboradores, porque os exames periódicos são sinalizadores de como estão as condições para a realização de uma determinada função ou atividade. 

A Salú é uma grande aliada para evitar que o fantasminha dos exames periódicos assombre os colaboradores das empresas! 

12. Médicos do trabalho

O médico do trabalho é um dos especialistas da área de saúde e segurança ocupacional. Toda empresa com funcionários que opere dentro da legalidade vai precisar, em algum momento, contar com o apoio de um médico do trabalho. Especialmente para ser o responsável técnico de programas como o PCMSO. 

Existem muitas situações em que um médico do trabalho é essencial para a empresa – neste texto, apresentamos 5 dessas situações. Em todos os casos, os médicos do Salú estão prontos para ajudar!

13. Clínicas ocupacionais

O lugar onde os exames são feitos podem influenciar (e muito) na qualidade da avaliação. Por isso, escolher boas clínicas ocupacionais é um fator de garantia de que os exames serão conduzidos de maneira idônea e humanizada.

A clínica de medicina do trabalho é um espaço médico especializado em atendimentos que tem como foco a saúde ocupacional. A Salú tem uma rede com as melhores clínicas de saúde ocupacional de todo o Brasil, inclusive fora das capitais, onde, geralmente, a disponibilidade de médicos do trabalho é menor. Saiba mais no nosso texto de clínicas ocupacionais!

14. Gestão de absenteísmo

Mesmo com todos os programas de saúde e segurança do trabalho, pode ser necessário que o colaborador se afaste do exercício das atividades laborais por um período.

O absenteísmo é um tema que gera interrogações na cabeça de quem trabalha com gestão de pessoas, por vários motivos. Um deles é por conta da matemática por trás, que não deixa o entendimento muito intuitivo.

Mas, além disso, também existe um grande desafio de cultura atrelado aos números. Todos os detalhes matemáticos e as questões em torno do absenteísmo foram desdobradas neste nosso post de Gestão de Absenteísmo, caso queira se aprofundar no tema. 

15. Gestão de afastados

Parente da gestão de absenteísmos, a gestão de afastados entra em cena quando o colaborador precisa permanecer mais de 15 dias ausente das atividades de trabalho. 

Isso envolve questões previdenciárias e muitos cálculos, logo, um bom planejamento de gestão de afastados se faz necessário para a saúde do RH. Falamos mais sobre isso aqui no nosso texto de gestão de afastados!

16. CAT

Nem sempre o planejamento é suficiente para evitar que acidentes aconteçam dentro da empresa. Nesses casos, é necessário fazer uma Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT).

A CAT é um dos eventos de SST do eSocial. Essa comunicação está prevista na CLT e é importante porque permite a revisão de riscos e implantação de programas de prevenção que sejam mais efetivos.

Existem 3 tipos de CAT e cada uma tem um período para ser emitida. Você pode conferir todos os detalhes sobre o assunto, além de entender como a Salú pode ajudar com nosso texto de CAT.

17. Nexo causal

Nexo causal, ou nexo ocupacional, é um termo usado para caracterizar uma doença ou acidente em relação ao trabalho. Quando alguém se machuca por fatores relacionados ao ambiente de trabalho, esse acidente tem nexo causal. 

Identificar o nexo causal faz toda a diferença no momento de prosseguir com a CAT, além de influenciar outros processos e documentos da vida do trabalhador (falaremos mais disso adiante).

Apesar de ser um tópico pouco explorado, é de suma importância mantê-lo em vista. Por isso, apresentamos uma discussão detalhada no nosso texto de Nexo Causal.

18. PPP

O Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) é um documento que contém informações individuais que, juntas, compõem o histórico de saúde e segurança do colaborador, considerando o tempo de dedicação dele a uma função. 

Em outras palavras, o PPP reúne todo o histórico de saúde ocupacional do colaborador: os exames ocupacionais feitos, eventuais comunicações de acidentes, etc. Isso é muito importante para que o colaborador dê entrada em benefícios previdenciários. 

A empresa deve emitir o PPP para o colaborador quando for solicitado. Explicamos mais sobre o documento e sua importância neste texto de PPP.

19. LTCAT

O Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho (LTCAT) é um documento previsto na Lei Nº 8.213.

Esse documento existe porque alguns tipos de trabalho expõem os colaboradores a fatores físicos, químicos, biológicos ou a outros tipos de agentes que podem ser prejudiciais à saúde e integridade física.

Quer entender a fundo como funciona a elaboração do LTCAT pela Salú? Agende um momento e venha conversar com a gente!

20. Engenheiro de segurança do trabalho

Muitas pessoas nem imaginam como, mas o engenheiro de segurança do trabalho é um profissional essencial para a existência das organizações.

Isso se deve ao fato de que é o engenheiro o responsável técnico por assinar programas como o PGR e o LTCAT, mas também porque existem uma série de intervenções estruturais e treinamentos que dependem da expertise desse profissional. 

Saiba mais sobre as atribuições do engenheiro de segurança do trabalho.

21. Enquadramento de PCDs

A inclusão de pessoas com deficiência é obrigatória por lei. Mas, para além do que determina a legislação, é importante que as empresas assumam o protagonismo em relação a esse tema. 

A Salú também é uma parceira ideal para garantir que o enquadramento de pessoas com deficiência seja feito de maneira adequada. Converse com o nosso time!

22. Multas eSocial

A fiscalização da Saúde e Segurança do Trabalho existe e é feita pelo Ministério do Trabalho. Se forem encontradas irregularidades, a empresa pode sofrer multas por descumprimento das NRs ou pela falta de transparência do envio das informações sobre o tema no eSocial. 

Por essa razão, as empresas precisam ter bastante atenção para o tema e manter os eventos do eSocial em dia!

23. RH estratégico

Uma parceira que cuide de processos burocráticos  faz toda a diferença para que o RH se torne mais estratégico. Se isso é feito de maneira humanizada e com inteligência de dados, para otimizar os insights, isso é ainda mais valioso.

Esse é o diferencial da Salú. Com o Time de Concierge, sua empresa é acompanhada com proximidade. Assim, sempre que novas demandas surgem, a gente consegue ajudar no tempo adequado. 

No fim do dia, ter alguém cuidando de todos os agendamentos, programas e ASOs tem um impacto significativo na estratégia de negócios da empresa. 

23 chances de repensar a sua área!

Todos os itens dessa lista são uma oportunidade de olhar de maneira diferente para aspectos de saúde e segurança do trabalho na sua empresa.

Afinal, sabemos que esses são fatores essenciais para potencializar a participação de cada pessoa no cumprimento da missão organizacional. 

Todo mundo gosta – e precisa – de se sentir bem e seguro para brilhar da maneira que é capaz. 

Você pode confiar na Salú como parceira para fazer esse brilho acontecer.

Que 2023 seja um ano para fazer muito mais e melhor pela saúde e segurança de todos. 

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Passo a Passo para uma Gestão de Afastados Estratégica

Neste texto, explicamos como funciona a gestão de afastados.

Quando uma empresa faz a gestão das ausências dos colaboradores, pode-se chamar estrategicamente de gestão de absenteísmo.

O absenteísmo remete à frequência ou duração do tempo de trabalho que foi perdido pela ausência do empregado durante suas atividades, quando ele deveria estar cumprindo sua carga horária e pode ser decorrente de participação em treinamentos, faltas, licenças, atrasos, entre outros.

Quando se falta ao trabalho mais do que 15 dias em sequência, dentro do prazo de 60 dias, podemos encaminhar o colaborador para afastamento previdenciário. Logo, o passo complementar da gestão de absenteísmo é a gestão de afastados. 

O que é gestão de afastados?

Gestão de afastados é a estratégia aplicada para controle e prevenção de casos de colaboradores afastados por mais de 15 dias, com objetivo de reduzir essas ocorrências.

É importante a empresa contar com uma política clara e objetiva de controle, definida em conjunto com uma equipe multidisciplinar de  profissionais das áreas de Recursos Humanos, Saúde e Segurança do Trabalho (SST), Jurídico e Operações.

Quando se afasta um colaborador, há uma suspensão do contrato de trabalho, e não um término. Ou seja, enquanto o contrato de trabalho estiver suspenso, o colaborador não pode ser desligado. Há uma estabilidade mínima de 12 meses na qual o colaborador tem direito após o seu  retorno ao trabalho, caso o motivo seja acidente de trabalho ou afastamento acidentário.

Passo a passo para uma gestão de afastados eficiente:

  1. Detectar o caso de afastamento: Ao verificar a existência de um afastamento, faz necessário compreender o Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NETP), ou seja, a relação de causa e efeito que determina o motivo do afastamento do trabalho com a relação laboral.
  1. Envio do caso ao INSS: Caso apresente mais de 15 dias de atestado, deve ser encaminhado à Previdência Social, devendo-se ser observados os prazos legais, bem como as evidências técnicas, as quais reforçam a importância do monitoramento adequado da saúde do colaborador.
  1. Envio de informações para o eSocial:  O afastamento acima de 15 dias por acidente ou doença não relacionados ao trabalho, deve ser enviado ao eSocial até o 16º dia do início do afastamento,  pelo evento S-2230 (Afastamento Temporário).  Se houver acidente, deve-se atentar para preencher também o evento S-2210 de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência.
  1. Gestão de Benefícios:  Checar a permanência ou não para cada caso sobre os benefícios, como vale-alimentação,  vale-refeição, plano de saúde e  plano odontológico. As regras podem ser orientadas por acordo individual, convenção coletiva de trabalho ou política interna da empresa.
  1. Documentação do Afastamento:  Sobre o afastamento do colaborador, a empresa deve fornecer carta do último dia trabalhado, além de orientar ao colaborador, quais documentos devem ser apresentados no dia da perícia médica federal.
  1. Controle dos Atestados Médicos: Necessário fazer o controle dos atestados médicos, entender a ordem preferencial, requisitos de validade, prazo e formas de entrega. 
  1. Manter contato com os colaboradores afastados: É  importante monitorar como está a situação de cada colaborador afastado, criar uma rotina de contatos para cada caso e manter as orientações para realização da perícia e realização do exame de retorno ao trabalho.
  1. Integração dos colaboradores ao retornarem: No término do benefício ou  da licença médica, o colaborador deve realizar o retorno ao trabalho e, em alguns casos, há a necessidade de retorno gradativo das atividades.  

Planejamento de gestão de afastados

Para realizar a gestão dos afastados, além dos passos para cada caso apresentado, é necessário pensar num plano de ações e criação de indicadores. 

Executar esse planejamento é cuidar da saúde dos colaboradores –  um dever de toda organização.

Como a Salú lida com Gestão de Afastados? 

Como na gestão de absenteísmo, a Salú pode contribuir na gestão de afastados, com relação às documentações, atestados, envio de documentos ao INSS, etc.  Há a monitoria pelo time de saúde (técnicos e enfermeiros do trabalho) da Salú, que realizam um contato direto com os colaboradores afastados, para saber como estão suas condições. Para cada caso, há uma sugestão de como melhorar ou resolver o caso.

Fazemos o acompanhamento periódico destes colaboradores a fim de promover o mais breve retorno ao trabalho, reduzindo o tempo que este colaborador fica afastado de suas atividades, corroborando com a operação de sua empresa!

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Exame de Retorno ao Trabalho: Tudo o que o você precisa saber!

Existem cinco tipos de exames ocupacionais previstos na NR-7. O exame de retorno ao trabalho é um dos integrantes desse quinteto. É ele que atesta se a pessoa está apta ou inapta para retornar à função da qual se ausentou por questões de saúde ou por acidente.

Neste texto, apresentaremos um panorama sobre o exame de retorno ao trabalho, além de mostrar caminhos que a empresa pode seguir para garantir um procedimento adequado tanto para empresa quanto para o colaborador.

O que é o exame de retorno ao trabalho?

O exame de retorno ao trabalho é um dos cinco exames ocupacionais que são obrigatórios pelo Programa de Controle Médico da Saúde Ocupacional (PCMSO). As diretrizes para esse programa são definidas pela NR-7, que é uma das normas regulamentadoras de saúde e segurança do trabalho

Assim como o admissional, demissional ou periódico, o exame de retorno ao trabalho é realizado pelo médico do trabalho. Ele pode ser feito em uma clínica de medicina do trabalho ou no SESMT da empresa, caso exista um profissional de medicina do trabalho disponível nessa área. 

Quem deve fazer o exame de retorno ao trabalho?

Todo colaborador que tenha se afastado do trabalho por mais de 30 dias, seja por motivo de saúde ou por acidente, mesmo que não tenha nexo ocupacional. 

Quando o exame de retorno ao trabalho deve ser feito?

O exame deve ser feito no primeiro dia de retorno ao trabalho após o período de afastamento, antes que o colaborador reassuma suas funções. No exame, a avaliação médica deve definir se há a necessidade de retorno gradativo ao trabalho.

Vale ressaltar que o exame de retorno ao trabalho não é a mesma coisa que o exame de mudança de riscos ocupacionais. Este último é realizado quando o colaborador já possui vínculo com uma organização e sofrerá uma alteração de função dentro dela, passando a ser exposto a outros tipos de riscos ocupacionais. 

O exame de retorno ao trabalho é obrigatório? 

Sim! A empresa precisa garantir a realização do exame de retorno ao trabalho porque ele está previsto no PCMSO, que é obrigatório para empresas de todos os segmentos.

A NR-7 define que empresas como MEI, ME e EPP estão dispensadas de fazer o PCMSO. Entretanto, mesmo essas empresas dispensadas precisam promover os exames periódicos aos seus colaboradores.

Para além desses casos, todas as empresas precisam promover vigilância ativa da saúde ocupacional por meio de exames médicos dirigidos que incluam a coleta de dados sobre sinais e sintomas de agravos à saúde relacionados aos riscos ocupacionais. 

Como funciona o exame de retorno ao trabalho?

Antes de tudo, é importante que o colaborador tenha passado pela perícia previdenciária. Caso isso não ocorra, o médico do trabalho não poderá emitir um atestado de saúde. 

Nesse ponto, é importante destacar duas coisas: caso receba inaptidão pela perícia, o colaborador pode recorrer à decisão do INSS. No entanto, se for considerado apto, o benefício previdenciário será suspenso pelo órgão.

Para que o processo ocorra de maneira fluida, a empresa precisa manter um acompanhamento próximo ao colaborador e uma boa comunicação, tanto para questões burocráticas  – como a realização do exame – quanto no que se refere ao acolhimento no ambiente de trabalho.

Durante o exame, o médico do trabalho possui total autonomia para realizar a anamnese e o exame clínico geral de saúde do colaborador, sem interferência da empresa. Ao final, o especialista emitirá um atestado de saúde ocupacional com o parecer sobre as condições de saúde do colaborador. 

A relação entre médico e paciente deve ser orientada pelos princípios de responsabilidade, compromisso, sigilo e respeito ao ser humano. O profissional nunca pode deixar de esclarecer sobre as condições de trabalho que ponham em risco a saúde do colaborador, ou mesmo relevar  as determinantes sociais, ambientais ou profissionais de uma doença.

eSocial

Se o colaborador tiver sido afastado em decorrência de um acidente de trabalho, esse acidente já terá sido comunicado via eSocial no evento de Comunicação e Acidente de Trabalho (CAT)

De todo modo, mesmo que a pessoa não tenha sofrido um acidente de trabalho, a atualização do eSocial precisa ser feita. O evento S-2220 padroniza o envio de informações relativas ao monitoramento da saúde, isso inclui os ASOs dos exames ocupacionais. 

Eleger boas clínicas 

Uma das maneiras de assegurar que os exames ocupacionais sejam feitos levando em consideração critérios idôneos é eleger boas clínicas de medicina do trabalho, especialmente quando a empresa não possui um departamento especializado em medicina, como o SESMT.  

Grande parte das empresas, sobretudo as que não possuem médicos do trabalho entre seus colaboradores, realizam os exames ocupacionais em clínicas parceiras. Por consequência, a escolha dessas clínicas influencia na qualidade da atenção médica que é dada a cada colaborador. 

Aqui no blog, nós já explicamos a importância das clínicas de medicina do trabalho para a saúde ocupacional de uma empresa, do momento da admissão ao desligamento. Para ajudar sua empresa a cuidar disso, a Salú conta com uma rede com as melhores clínicas de medicina ocupacional do Brasil, com cobertura para além das capitais.  

Como são os exames de retorno ao trabalho na Salú?

Os exames de retorno ao trabalho são uma das coisas que a Salú toma conta para a sua empresa. O processo de agendamento é 100% digital, via sistema Salú, tanto para a empresa quanto para o colaborador. 

O Time de Concierge da Salú atua na mediação entre colaboradores e clínicas de medicina do trabalho, poupando o RH do trabalho de mapear e contatar clínicas, realizar agendamentos, remarcações e administração de ASOs. 

Para cada exame, o médico emitirá o atestado de saúde ocupacional, que deve ser disponibilizado para o colaborador e para a empresa. Nessa etapa, o Time de Concierge faz o registro digital do ASO no sistema Salú, para construir o histórico de saúde do colaborador. 

O ASO deve conter no mínimo: 

a) razão social e CNPJ ou CAEPF da organização; 

b) nome completo do colaborador, o número de seu CPF e sua função; 

c) a descrição dos perigos ou fatores de risco identificados e classificados no PGR que necessitem de controle médico previsto no PCMSO, ou a sua inexistência; 

d) indicação e data de realização dos exames ocupacionais clínicos e complementares a que foi submetido o empregado; 

e)  definição de apto ou inapto para a função do empregado; 

f)  o nome e número de registro profissional do médico responsável pelo PCMSO, se houver; 

g) data, número de registro profissional e assinatura do médico que realizou o exame clínico. 

Dúvidas sobre o exame de retorno ao trabalho? Fale com a Salú!

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Exame Demissional: tudo o que o você precisa saber

Em outro texto do blog, apresentamos um panorama de todos os exames ocupacionais que devem fazer parte do Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO)  de uma empresa.. 

Também já abordamos com detalhes, em textos individuais, como funcionam o exame admissional e o exame periódico, destacando razões para não ignorá-los.

Agora, pretendemos explicar as especificidades do exame demissional e introduzir novas maneiras possíveis de lidar com o tema. Continue lendo para saber mais! 

O que é o exame demissional?

O demissional é um dos cinco tipos de exames ocupacionais definidos pelas normas regulamentadoras de saúde e segurança do trabalho, especificamente pela NR-7. 

Conforme abordamos neste texto, as normas estabelecem diretrizes que todas as empresas precisam seguir em relação à SST, e o exame demissional faz parte desses parâmetros.

Esse exame é feito pelo médico do trabalho para avaliar o estado de saúde do colaborador no momento do encerramento de seu vínculo de trabalho. 

Ao final do exame, é emitido um ASO com observações sobre o estado de saúde da pessoa. Se houver algum agravamento por causa das funções exercidas, o médico dará o encaminhamento necessário ao caso.

Até quando o exame demissional pode ser feito?

De acordo com a NR-7, o exame clínico demissional o exame clínico deve ser realizado em até dez dias contados do término do contrato.

No entanto, o colaborador pode ser dispensado do exame demissional caso tenha realizado algum outro exame ocupacional recentemente, conforme as indicações abaixo:

  • Empresas de graus de risco 1 e 2: há menos de 135 dias
  • Empresas de graus de risco 3 e 4: há menos de 90 dias

Exame demissional é obrigatório? 

Sim, da mesma forma que os outros exames ocupacionais. O exame demissional faz parte do grupo de exames que integram o PCMSO, um programa  obrigatório para empresas de todos os segmentos.

A NR-7 define que empresas como MEI, ME e EPP estão dispensadas de fazer o PCMSO. Entretanto, mesmo essas empresas dispensadas precisam promover o exame demissional aos seus colaboradores.

O exame demissional deve abranger anamnese ocupacional e exame físico e mental, além dos exames complementares a serem realizados, quando necessário. A necessidade dos exames complementares é definida pelo PCMSO.

É importante frisar que os dados de todos os exames ocupacionais, incluindo os demissionais, devem ser lançados no evento S-2220 do eSocial, responsável pelo monitoramento da saúde. A empresa pode ser penalizada caso essas informações não sejam enviadas. . 

O exame demissional pode ser feito por telemedicina?

Não! Até o momento, não existe uma resolução do Conselho Federal de Medicina que permita a realização de exames ocupacionais de maneira remota. 

Embora isso tenha sido flexibilizado durante os momentos mais críticos da pandemia, a telemedicina não é um formato possível para exames ocupacionais atualmente, com risco de penalização para clínicas e empresas que adotarem o modelo. 

Por isso, uma maneira de assegurar que os exames demissionais sejam feitos com idoneidade é eleger boas clínicas de medicina do trabalho, sobretudo quando a empresa não possui um departamento especializado em medicina, como o SESMT.  

Neste texto, explicamos critérios importantes para a escolha de clínicas de medicina do trabalho e apresentamos os diferenciais de ter a Salú como parceira nesse aspecto. Em resumo, a  Salú conta com uma rede com as melhores clínicas de medicina ocupacional do Brasil, com cobertura que abrange capitais e cidades do interior. 

Exame demissional e previdência

Em alguns casos, o exame demissional pode implicar a necessidade de uma investigação de saúde mais profunda, principalmente em casos em que o colaborador tem no histórico de saúde algum acidente de acidente de trabalho.

O exame demissional é importante nesses casos porque ele compõe o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), um dos documentos necessários para a solicitar o recebimento de benefícios previdenciários. Esse atestado é emitido pela empresa, leia mais sobre PPP neste outro texto

Como são os exames demissionais feitos via Salú?

Os exames demissionais são uma das coisas que a Salú toma conta para a sua empresa. O processo de agendamento é 100% digital, via sistema Salú, tanto para a empresa quanto para o colaborador. 

O Time de Concierge da Salú atua na mediação entre colaboradores e clínicas de medicina do trabalho, poupando o RH do trabalho de mapear e contatar clínicas, realizar agendamentos, remarcações e administração de ASOs. Tudo ocorre de maneira digital e o acompanhamento pode ser feito pelo sistema a qualquer momento. 

Os exames demissionais muitas vezes representam um momento delicado na vida do colaborador, por uma série de motivos que nem sempre estão relacionados à empresa. Por isso, o Time de Concierge da Salú busca entender também os aspectos emocionais que podem perpassar esse processo para garantir um acolhimento digno para todas as pessoas. 

Para cada exame, o médico emitirá o atestado de saúde ocupacional, que deve ser disponibilizado para o colaborador e para a empresa. Nessa etapa, o Time de Concierge faz o registro digital do ASO no sistema Salú, para construir o histórico de saúde do colaborador. 

O ASO deve conter no mínimo: 

a) razão social e CNPJ ou CAEPF da organização; 

b) nome completo do colaborador, o número de seu CPF e sua função; 

c) a descrição dos perigos ou fatores de risco identificados e classificados no PGR que necessitem de controle médico previsto no PCMSO, ou a sua inexistência; 

d) indicação e data de realização dos exames ocupacionais clínicos e complementares a que foi submetido o empregado; 

e)  definição de apto ou inapto para a função do empregado; 

f)  o nome e número de registro profissional do médico responsável pelo PCMSO, se houver; 

g) data, número de registro profissional e assinatura do médico que realizou o exame clínico. 

Quais materiais consultar para saber mais sobre o tema?

Existem materiais públicos sobre saúde e segurança do trabalho. Com certeza, as normas regulamentadoras são as principais referências nesse assunto. 

Todas elas podem ser acessadas na página do governo federal, mas no nosso blog também existem alguns textos que foram escritos com bases nesses documentos para  simplificar os principais pontos.

Sobre PCMSO e exames ocupacionais, a NR-7 estabelece as diretrizes para os procedimentos que precisam ser seguidos. Atualizações do documento são pontuadas na própria página da norma. 

Para a realização do PCMSO, o médico do trabalho é imprescindível, pois é ele o profissional responsável por assinar e manter o documento do programa atualizado e condizente com as alterações organizacionais. 

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Exame Admissional: Tudo o que o você precisa saber

Exame admissional: tudo o que o você precisa saber

Um dos cinco tipos de exames ocupacionais previstos na NR-7, o exame admissional é a porta de entrada para o trabalho em qualquer lugar. É ele que atesta se a pessoa está apta ou inapta para exercer as atividades de um determinado cargo.

Neste texto, abordaremos a importância dos exames admissionais e mostraremos caminhos para a empresa garantir que essa etapa da vida do colaborador seja realizada da melhor maneira possível.

O que é o exame admissional?

O admissional é um dos cinco tipos de exames ocupacionais definidos pela NR-7, uma das normas regulamentadoras de saúde e segurança do trabalho. Essas normas estabelecem diretrizes que todas as empresas precisam seguir em relação à SST, e o exame admissional faz parte desses parâmetros.

Esse exame é feito pelo médico do trabalho com o intuito de analisar as condições físicas e mentais do colaborador para assumir alguma função laboral. Ao final do exame, o especialista declara a aptidão ou inaptidão para o exercício da função por meio do atestado de saúde ocupacional.

De acordo com a NR-7, o exame admissional deve ser feito sempre antes que o colaborador inicie as atividades na empresa. Ou seja, a empresa não pode permitir que qualquer exercício relacionado à função seja feito antes do registro do atestado de saúde que declare a aptidão ou inaptidão da pessoa para a atividade. 

Além disso, a norma indica que o médico responsável pelo exame admissional pode ou não aceitar exames complementares realizados nos 90 (noventa) dias anteriores, salvo algumas exceções. No entanto, isso não isenta o colaborador da consulta médica, onde devem ser apresentados os exames.  

Vale ressaltar que o exame admissional não é a mesma coisa que o exame de mudança de riscos ocupacionais. Este último é realizado quando o colaborador já possui vínculo com uma organização e sofrerá uma alteração de função dentro dela, passando a ser exposto a outros tipos de riscos ocupacionais. 

Exame admissional é obrigatório? 

Sim! O exame admissional faz parte do grupo de exames que integram o PCMSO, um programa  obrigatório para empresas de todos os segmentos.

A NR-7 define que empresas como MEI, ME e EPP estão dispensadas de fazer o PCMSO. Entretanto, mesmo essas empresas dispensadas precisam promover os exames admissionais aos seus colaboradores.

A NR-7 determina que todas as empresas precisam promover vigilância ativa da saúde ocupacional por meio de exames médicos dirigidos que incluam a coleta de dados sobre sinais e sintomas de agravos à saúde relacionados aos riscos ocupacionais. 

Além disso, é obrigatório que os dados dos exames ocupacionais sejam lançados no evento S-2220 do eSocial, de monitoramento da saúde. Sendo assim, o não cumprimento disso pode acarretar multas para a empresa. 

O que um bom exame admissional deve ter?

Antes de tudo, é importante elucidar que o médico do trabalho é o profissional responsável por realizar todos os exames ocupacionais. Esse especialista possui total autonomia para avaliar os pacientes e definir os pontos clínicos que forem pertinentes para cada ocasião. 

A relação entre médico e paciente deve ser orientada pelos princípios de responsabilidade, compromisso, sigilo e respeito ao ser humano. O profissional nunca pode deixar de esclarecer sobre as condições de trabalho que ponham em risco a saúde do colaborador, ou mesmo relevar  as determinantes sociais, ambientais ou profissionais de uma doença.

Uma das maneiras de assegurar que os exames ocupacionais sejam feitos levando em consideração critérios idôneos é eleger boas clínicas de medicina do trabalho, especialmente quando a empresa não possui um departamento especializado em medicina, como o SESMT.  

Grande parte das empresas, sobretudo as que não possuem médicos do trabalho entre seus colaboradores, realizam os exames ocupacionais em clínicas parceiras. Por consequência, a escolha dessas clínicas influencia na qualidade da atenção médica que é dada a cada colaborador. 

Aqui no blog, nós já explicamos a importância das clínicas de medicina do trabalho para a saúde ocupacional de uma empresa, do momento da admissão ao desligamento. Para ajudar sua empresa a cuidar disso, a Salú conta com uma rede com as melhores clínicas de medicina ocupacional do Brasil, com cobertura para além das capitais.  

Inaptidão no exame admissional

O especialista em medicina do trabalho tem total liberdade para definir o resultado do exame admissional de qualquer pessoa. Em alguns casos, o atestado pode informar que o colaborador está inapto para a função.

O médico pode concluir a inaptidão do colaborador caso constate que o candidato possui uma doença que pode ser agravada pelo exercício da função ou que possui alguma limitação que o incapacite de realizar as atividades propostas no cargo.

Para esses casos, a empresa pode considerar a realocação do candidato em outra vaga, caso exista uma posição com exigências diferentes daquelas para qual o candidato foi declarado como inapto. 

Também é possível que o exame admissional seja refeito para o mesmo cargo depois de um certo período. No entanto, a realização de um novo exame precisa ser analisada individualmente, considerando o momento da empresa, as diretrizes legais e a situação do candidato. 

Como são os exames admissionais feitos via Salú?

Os exames admissionais são uma das coisas que a Salú toma conta para a sua empresa. O processo de agendamento é 100% digital, via sistema Salú, tanto para a empresa quanto para o colaborador. 

O Time de Concierge da Salú atua na mediação entre colaboradores e clínicas de medicina do trabalho, poupando o RH do trabalho de mapear e contatar clínicas, realizar agendamentos, remarcações e administração de ASOs. 

Para cada exame, o médico emitirá o atestado de saúde ocupacional, que deve ser disponibilizado para o colaborador e para a empresa. Nessa etapa, o Time de Concierge faz o registro digital do ASO no sistema Salú, para construir o histórico de saúde do colaborador. 

O ASO deve conter no mínimo: 

a) razão social e CNPJ ou CAEPF da organização; 

b) nome completo do colaborador, o número de seu CPF e sua função; 

c) a descrição dos perigos ou fatores de risco identificados e classificados no PGR que necessitem de controle médico previsto no PCMSO, ou a sua inexistência; 

d) indicação e data de realização dos exames ocupacionais clínicos e complementares a que foi submetido o empregado; 

e)  definição de apto ou inapto para a função do empregado; 

f)  o nome e número de registro profissional do médico responsável pelo PCMSO, se houver; 

g) data, número de registro profissional e assinatura do médico que realizou o exame clínico. 

Quais materiais consultar para saber mais sobre o tema?

Existem materiais públicos sobre saúde e segurança do trabalho. Com certeza, as normas regulamentadoras são as principais referências nesse assunto. Todas elas podem ser acessadas na página do governo federal, mas no nosso blog também existem alguns textos que foram escritos com bases nesses documentos para  simplificar os principais pontos.

Especificamente sobre PCMSO e exames ocupacionais, a NR-7 estabelece as diretrizes para os procedimentos que precisam ser seguidos. Atualizações do documento são pontuadas na própria página da norma. 

Inclusive, para a realização do PCMSO, o médico do trabalho é imprescindível, pois é ele o profissional responsável por assinar e manter o documento do programa atualizado e condizente com as alterações organizacionais. 

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Clínica de Medicina do Trabalho: Como escolher uma?

Se você trabalha na área de RH, certamente os exames ocupacionais e a escolha da clínica de medicina do trabalho impactam o seu dia a dia de alguma forma. Da admissão ao desligamento, esses exames fazem parte da lista de demandas que um RH precisa cumprir. Para cuidar disso, surge a necessidade de se relacionar com clínicas de medicina do trabalho.

Como nem todo tipo de empresa é obrigado a constituir um SESMT, é comum que os serviços de medicina ocupacional sejam realizados em clínicas parceiras. Assim, as avaliações médicas referentes ao trabalho são realizadas fora da empresa.

Mas como deve ser feita a escolha de uma clínica? Quais aspectos devem ser considerados? Neste texto, responderemos essas e outras questões, além de demonstrar como a Salú pode ser sua melhor parceira para cuidar disso!  

O que é uma clínica de medicina do trabalho? 

A clínica de medicina do trabalho é um espaço médico especializado em atendimentos que tem como foco a saúde ocupacional. Esse é um dos estabelecimentos centrais para o cumprimento das obrigações de SST de uma empresa, entre as quais estão a realização dos exames ocupacionais. 

Esse espaço deve contar com uma equipe especializada de saúde que inclua profissionais de medicina do trabalho. Nesse sentido, o médico do trabalho precisa atuar com todas as determinações éticas definidas no código da profissão, e isso envolve:

  1. Assistir ao colaborador, elaborar seu prontuário médico e fazer todos os encaminhamentos devidos; 
  2. Fornecer atestados de saúde ocupacional e pareceres para o colaborador sempre que necessário, considerando que o repouso, o acesso a terapias ou o afastamento da exposição nociva faz parte do tratamento;
  1. Fornecer laudos, pareceres e relatórios de exame médico e dar encaminhamento, sempre que necessário, dentro dos preceitos éticos;
  1. Promover, com a ciência do paciente, a discussão clínica com o especialista assistente do trabalhador sempre que julgar necessário e propor mudanças no contexto do trabalho, quando indicadas, com vistas ao melhor resultado do tratamento. 

Acima de tudo, é um princípio fundamental da medicina estar a serviço da saúde do ser humano e da coletividade, sem discriminação de nenhuma natureza. Isso também se aplica à clínica do trabalho, que deve ter o compromisso de indicar ao colaborador e à empresa as possíveis situações que uma atividade ou condição de trabalho pode afetar na saúde do colaborador.

Quando procurar uma clínica de medicina do trabalho?

A relação entre empresa e clínica de medicina do trabalho é perene. Isso porque, ao longo do ano, são muitos os eventos que dependem de uma avaliação do médico do trabalho, conforme define o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).

Imagine a quantidade de exames admissionais, periódicos e complementares, retorno ao trabalho e demissionais que uma empresa realiza por ano para todos os seus colaboradores. É um número muito grande de ocorrências, e elas acontecem periodicamente, dependendo, até mais de uma vez ao ano

Por essa razão, é fundamental ter uma rede de clínicas parceiras que viabilize a realização das avaliações de saúde ocupacional. Principalmente porque, caso não promova os exames ocupacionais, a empresa pode ser penalizada pelo governo, uma vez que são procedimentos obrigatórios previstos nas normas regulamentadoras. 

Como dito anteriormente, o SESMT não é uma área presente em toda empresa, mas mesmo quando esse serviço faz parte do organograma, nem sempre há um médico do trabalho na sua constituição. O fato é que, tendo ou não o SESMT, toda empresa precisa monitorar a saúde de sua população. Essa necessidade, inclusive, define um dos eventos de SST do eSocial

Como escolher uma boa clínica?

São muitos os pontos de atenção a serem observados no momento de definir a parceria com uma clínica de medicina do trabalho. Além da certificação de que o espaço de saúde opera dentro da legalidade, é primordial que o atendimento oferecido, tanto fora quanto dentro da sala do médico, seja acolhedor e com a atenção orientada para o paciente.

Uma das grandes vantagens de ter a Salú como parceira de saúde ocupacional é que tanto os aspectos técnicos de funcionamento quanto os fatores práticos são considerados criteriosamente no momento de seleção das clínicas que fazem parte da rede credenciada. 

Dessa maneira, ao fazer a mediação entre empresa e clínica, a Salú garante que os colaboradores terão uma experiência de atendimento em um espaço especializado que tenha como responsável técnico um médico do trabalho, conforme as diretrizes do Conselho Federal de Medicina. 

Além dos aspectos legais, que são incontornáveis, a Salú também analisa outros fatores para a inclusão de uma clínica na rede credenciada. Eles são de caráter logístico e também de operação, por exemplo:

  • Localização de fácil acesso via transporte público, próxima a pontos de ônibus e/ou estações de metrô/trem;
  • Adaptações de acessibilidade para pessoas com deficiência (PCDs);
  • Estacionamento na clínica ou nas proximidades;
  • Boa estrutura predial e de instalações interiores;
  • Sistema de agendamento fácil, com opções digitais e por telefone (é preferível clínicas que atendem com hora marcada àquelas que atendem por ordem de chegada);
  • Tempo de espera reduzido.

O atendimento precisa ser centrado no paciente!

Além de todos os atributos logísticos, legais e estruturais, é imprescindível que a clínica ocupacional ofereça uma experiência de boa qualidade. Esse trabalho se inicia antes mesmo do consultório, ainda na sala de espera, com o acolhimento sensível das demandas de cada pessoa. 

É importante ter em mente,  por exemplo, que algumas pessoas que vão à clínica de medicina do trabalho realizar exames demissionais podem não ter optado pelo seu desligamento da empresa. Nesses casos, o cuidado, mesmo no manejo burocrático, é essencial para que a pessoa se sinta cuidada e respeitada. 

Essa atenção deve se estender à consulta com o médico do trabalho, que deve realizar um exame gentil e meticuloso, guiado pelo diálogo humanizado e por uma análise especializada que contribua para a construção panorama clínico significativo para o paciente, considerando que os exames ocupacionais são documentos-chave para a construção do PPP, por exemplo. 

Em relação ao registro do histórico de saúde ocupacional, seria interessante a possibilidade de realizar os exames complementares na mesma clínica em que foram feitos os outros tipos de exames ocupacionais. Também é preferível que o acompanhamento da vida do colaborador seja feito por um médico do trabalho em todas as ocasiões.

A Salú faz a ponte entre sua empresa e a clínica!

A Salú é uma parceira inigualável para saúde e segurança do trabalho. Isso porque temos uma rede com as melhores clínicas de saúde ocupacional de todo o Brasil, inclusive fora das capitais e de grandes centros urbanos, onde, geralmente, a disponibilidade de médicos do trabalho é menor.

Cuidar da saúde de todas as pessoas de uma organização não é uma tarefa que se resolve no fim do dia. Por isso, nós nos posicionamos junto ao RH para cuidar de todos os processos de saúde ocupacional, do agendamento de um exame à análise e interpretação de dados  sobre a saúde das vidas de uma empresa. 

Tudo isso é feito com a tecnologia do sistema digital da Salú, mas com o cuidado e com a interferência de pessoas que possuem uma vasta expertise em SST e empatia para lidar com outros seres humanos: estamos falando do nosso Time de Concierge

Quer garantir que os exames ocupacionais da sua empresa sejam feitos da melhor maneira possível para todas as partes? Então venha conversar com a gente e conhecer a fundo como a Salú funciona!

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